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A colheita do milho já abrange quase 90% da área cultivada no RS

A colheita do milho já abrange quase 90% da área cultivada no RS

Nos últimos dias, a colheita do milho alcançou 87% da área cultivada no Rio Grande do Sul, sendo que 10% das áreas estão maduras e por colher e 3% em enchimento de grãos. A estimativa consta no mais recente Informativo Conjuntural divulgado pela Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural).

A produtividade média estadual está 9,9% acima da inicialmente estimada, chegando a 7,4 toneladas quilos por hectare. A produção poderá alcançar 5,6 milhões de toneladas, superando em 24,5% a da safra passada.

Na Fronteira-Oeste e Campanha, a produtividade das lavouras de milho destinadas à produção de grãos varia de 60 a 80 sacas por hectare. Nas lavouras para silagem, varia entre 15 e 25 toneladas por hectare.

Soja

Maior commodity produzida no Estado, a soja tem 95% da área colhida, com produtividade média de até 3,2 toneladas por hectare, somando produção de cerca de 18,7 milhões de toneladas.

Na Fronteira-Noroeste e Missões, a produtividade média supera a expectativa inicial e atinge 3,3 toneladas por hectare. A colheita está concluída na maioria das propriedades, restando a soja safrinha, onde a alta incidência de ferrugem asiática tem comprometido a produtividade de lavouras, com perda total, sendo inclusive abandonadas pelos agricultores.

Batata

No município de Ibiraiaras, com o clima favorável à cultura, os produtores realizam monitoramento e tratamentos fitossanitários nas lavouras. A área estimada com a segunda safra de batata no município é de 650 hectares. As lavouras encontram-se na fase de desenvolvimento vegetativo.

As plantadas mais cedo estão em fase de formação de tubérculos. Alguns produtores realizam a dessecação da rama para antecipar a colheita, prevista para começar na primeira quinzena de maio.

Banana

Na região do Litoral Norte, especialmente nos municípios de Morrinhos do Sul, Três Cachoeiras, Mampituba, Dom Pedro de Alcântara e Torres, os pomares retomam a produção por conta da curva natural do clima. Estima-se uma redução aproximada de 15% na produtividade. O mercado apresenta-se com pouca oferta, tanto da produção gaúcha como de outros Estados. Mas o produto segue com tendência de alta nas cotações.

Citricultura

Na Serra, a ausência de temperaturas mais baixas interfere nos pomares de citros. A maturação das variedades mais precoces, como as laranja-do-céu, bahianinha e as bergamotas caí e ponkan, está atrasada e bastante lenta. Em relação à fitossanidade, o controle da principal fitopatia (pinta preta) vem exigindo mais atenção do que o normal para esta época do ano.

Contudo, a maior preocupação dos citricultores é a principal praga da fruticultura na região serrana, a mosca-das-frutas. A intensidade do ataque vem aumentando celeremente, não só nas cultivares em maturação, mas também nas frutas tardias, como a laranja-de-umbigo Monte Parnaso. As frutas afetadas, mesmo verdes, acabam perdidas, interferindo na produtividade dos pomares.

Na região do Vale do Taquari, a safra da bergamota satsuma, a mais precoce das frutas cítricas colhidas na região, encaminha-se para o final. O preço médio recebido pelos citricultores está estabilizado em R$ 18 por caixa de 25 quilos. Com a proximidade do final da colheita da bergamota satsuma, a colheita da caí toma impulso. A caí é a primeira a ser colhida do grupo das mediterrâneas, do qual fazem parte a pareci e a montenegrina.

A bergamota montenegrina é a mais tardia, e já está sendo finalizado o raleio. Trata-se da retirada de parte das frutas na planta, para evitar a alternância e propiciar um maior desenvolvimento para as frutas remanescentes. Observa-se que todas as cultivares estão com o desenvolvimento atrasado em relação ao ano passado.

Ainda que já tenham o tamanho esperado pa1a a comercialização, os frutos não apresentam sabor e a coloração necessária. Em relação à carga de frutos, as plantas da caí estão menos carregadas. As da montenegrina apresentam maior carga de frutos.

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