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A Guerra Comercial de Trump, e os seus efeitos na floresta Amazônica

A Guerra Comercial de Trump, e os seus efeitos na floresta Amazônica

A Guerra Comercial de Trump contra Beijing, criou uma maior necessidade de produtos à base de soja, fornecidos pelo Brasil aos estados Unidos. Apesar de o Brasil ainda não ter assumido uma posição neste conflito, começou já a sofrer as consequências do mesmo, sendo uma das quais a deflorestação. Esta apresenta-se como uma das consequências da necessidade de produtos de soja, e numa tentativa de assegurar as demandas da agricultura Brasileira e as exportações foram colocadas em causa todas as medidas ambientais de proteção florestal.

Apesar dos progressos a nível de deflorestação na Amazônia, que desceu mais de 80 porcento de 2004 a  2012 e, será de mencionar, ao mesmo tempo que a produção agrícola aumentava,protegendo o ecossistema frágil das medidas anteriores que não tinham em conta a proteção ambiental. Estes progressos reverteram-se novamente nos últimos anos após a eleição de Bolsonaro, um dos maiores apoiantes do negócio da agricultura, que prometeu colocar o progresso econômico acima da sustentabilidade e do progresso ambiental, e este conjugar de situações ameaçam agora, mais uma vez, o frágil ecossistema Amazônico.

O sucesso da diminuição do desflorestamento foi o resultado de uma política multifacetada que incluía ambos os sectores – público e privado- que implicaram mudanças como objetivo de reduzir as demandas da floresta amazônica. Foram criados parques nacionais e reservas de extração onde extrair látex das Seringueiras era proibido, ao lado destas medidas foi atribuído poder de decisão às populações indígenas para as quais a floresta pluvial é uma forma de vida e reduzida a construção de estradas nas zonas de acesso remoto.

O porque das medidas de proteção da floresta Amazônica

Estas medidas não têm apenas como objetivo proteger a floresta Amazônica mas sim proteger o próprio planeta, uma vez que a mesma é um dos pulmões globais para o combate da poluição por carbono. Segundo o editor cientifico Andrew Freedman, isto significa que cortas as arvores e trocar as mesmas por plantações de óleo de palma ou minas permite que mais gases de efeito de estufa sejam emitidos para a atmosfera, prejudicando todos os países a nível global.

As preocupações em relação a deflorestação da Amazônia foram confirmadas pelo recolha de dados anual, que teve por base a data de satélite fornecida projeto de motorização chamado Prodes, que permitiu confirmar que 3,050 milhas quadradas de floresta Pluvial foram destruídas entre Agosto de 2017 e Julho de 2018, segundo dados da BBC. O ministro do ambiente Brasileiro, Edson Duarte afirmou que a exploração madeireira ilegal é o principal contribuinte para a deflorestação amazônica e a  Greenpeace Brasil comentou que o futuro da floresta depende do Presidente Jair Bolsonaro e das medidas que o mesmo pode aplicar.

Os produtores Americanos de feijão de soja exportam mais de metade da sua produção para a China, uma vez que a China tem mais porcos que os Estados Unidos têm pessoas, e a proteína do feijão de soja é um dos componentes principais da suinicultura. De acordo com a base de dados das Nações Unidas, apenas com a ameaça de aplicação de taxas de voos nas exportações Americanas, a intervenção da percentagem das exportações do mercado Brasileiro das sementes oleaginosas subiu para metade em 2017 enquanto a percentagem do mercado americano desceu para um terço.

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