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Alegrete tem mais de cem famílias desabrigadas e uma morte devido a temporais

Mais de cem famílias já foram retiradas de casa em Alegrete, na Fronteira Oeste, em função da chuva que atinge a região. De acordo com o secretário municipal da Segurança Pública, Mobilidade e Cidadania, Luciano Pereira, a expectativa é que esse número dobre ainda nesta quinta-feira (10) conforme transcorram os trabalhos do dia. As famílias foram levadas a cinco abrigos municipais.

— Essa será uma das maiores cheias da história do Alegrete. Isso porque ainda existe grande quantidade pluviométrica para cair na nossa região. Há uma previsão de 66 milímetros em Alegrete e 60 milímetros em Uruguaiana somente hoje. Até domingo, a previsão é de 150 a 200 milímetros de chuva em Santana do Livramento, que é onde fica a cabeceira do rio — afirmou. 

Uma das maiores preocupações se refere ao Rio Ibirapuitã, que estava 11,6 metros acima do nível normal às 6h30min desta quinta. Como choveu forte durante a noite, o secretário acredita que esse número chegará a 13 metros até o fim do dia. Se isso acontecer, será necessário fechar a Ponte Borges de Medeiros.

A prefeitura de Alegrete e o Exército seguem realizando trabalho de prevenção, para retirar famílias de casa antes que a água chegue, e de emergência, quando a água já invadiu as residências. O trabalho de prevenção é feito pelo Exército e o de emergência por integrantes do Executivo e da Defesa Civil.

Conforme a Somar Meteorologia, choveu 358mm em Alegrete nos últimos quatro dias— mais do que o triplo da média histórica para o mês (114,9mm). Na quarta-feira, a prefeitura decretou situação de emergência na cidade devido aos estragos.

Morte em Alegrete

A chuva também causou a morte de um homem no interior do município. Luis Antonio Pereira Duarte, 43 anos, morreu após uma árvore cair sobre a casa onde ele morava, na localidade de Inhanduí.

Em Paso de Los Libres, na província argentina de Corrientes, que faz  fronteira com Uruguaiana, houve ao menos mais duas mortes em razão da  chuva. Conforme o site do jornal Clarín, uma mãe, de idade não  informada, e sua filha, de sete anos, se afogaram ao ter o carro em que  viajam arrastado pelas águas enquanto tentavam cruzar uma ponte  inundada.