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Boleto vencido a partir de R$ 800 poderá ser pago em qualquer banco

Boleto vencido a partir de R$ 800 poderá ser pago em qualquer banco

Boletos bancários acima de R$800 passam a ser registrados pela Febraban a partir deste sábado (24). A ação faz parte da terceira etapa de implantação do novo sistema de liquidação e compensação dos boletos bancários e, partir de amanhã, valores superiores a R$800 terão de ser emitidos em documento registrado. Para o setor comercial a medida oferece vantagens, pois os documentos vencidos acima de R$800 poderão ser pagos em qualquer banco, mas também existem desvantagens.

Com a mudança, a fatura, mesmo vencida, poderá ser quitada em qualquer banco, uma facilidade para os consumidores. Além disso, o risco de fraudes na emissão de todo tipo de boleto fica reduzido, bem como de pagamentos em duplicidade. No entanto, os empresários deverão enviar à instituição financeira um arquivo de remessa com todas as informações da transação, que ficarão reunidas em uma plataforma única. O resultado é que, além de ser mais um processo na rotina das corporações, isso ampliará os gastos.

“Com certeza será um valor alto e que vai aumentar os custos para o empresário e poderá onerar no preço final, que pode ser repassado ao consumidor. Já houve o adiamento algumas vezes dessa medida e isso pode acontecer mais uma vez, e está sendo avaliada a possibilidade de não adotar o registro dos boletos. Para o comércio não é uma vantagem realizar o registro, pode ser mais seguro, mas acho que o valor será alto”, explica o presidente do Sindicato do Comércio de Uberaba, Marcelo Árabe.

Até o início da implantação do sistema, em julho de 2017, na modalidade sem registro, só havia cobrança de tarifas na liquidação dos boletos. Na nova plataforma, os bancos podem inseri-la na emissão e no registro, na liquidação, nas alterações, na manutenção e, ainda, na baixa daqueles que não foram pagos.

Para se adequar à medida, todos os estabelecimentos que utilizam os títulos simples terão que migrar para a nova modalidade. Ou seja, informar aos bancos todos os papéis de cobrança colocados na praça, sendo que neles constarão, obrigatoriamente, o CPF ou CNPJ do beneficiário e do pagador, nome completo ou razão social, entre outras informações.

 

Fonte: JM Online / Foto: Carlos Macedo

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