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Dilma pede pensão mensal no valor de R$ 10,7 mil por prisão, perseguição e tortura na ditadura militar

O pedido da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) à Comissão da Anistia para receber pensão mensal por perseguição na ditadura militar deverá ser analisada pela ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, nos próximos dias. Fontes ligadas ao caso confirmaram a informação ao jornal O Globo. Dilma pede o valor mensal de R$ 10,7 mil por prisão, perseguição e tortura no período.

A ex-presidente protocolou o pedido em 21 de outubro de 2002. No documento, Dilma cita que teve de abandonar curso de Economia da Universidade Federal de Minas Gerais em 1969 por causa da perseguição do governo militar. A petista também cita que teve de pedir demissão da Fundação de Economia e Estatística (FEE), no Rio Grande do Sul, em 1977, pois sua manutenção na entidade não seria possível por motivos políticos.

Logo após o processo de impeachment, em 2015, Dilma se aposentou pelo INSS. Ela já recebeu dos governos de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro R$ 72 mil por ter sido detida e torturada durante a ditadura.

Repercussão

Alguns parlamentares usaram as redes sociais para criticar Dilma.

“Dilma quer MAIS DINHEIRO!”, indignou-se pelo Twitter a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), que se referiu a Dilma como “‘ex-terrorista'”.

A deputada paulista Carla Zambelli classificou a solicitação de Dilma como “absurdo” e se referiu à pensão como “bolsa-terrorista”. Zambelli já demonstrou intenção de protocolar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigue pagamentos de indenização da Comissão de Anistia.