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Google trabalha para não dar destaque a notícias falsas

Google trabalha para não dar destaque a notícias falsas

O Google não está planejando retirar notícias falsas de seus resultados de buscas, mas está tentando fazer com que elas não apareçam no topo da lista. A Alphabet está fazendo uma rara mudança abrangente em seu algoritmo para evitar que artigos ofensivos ou falsos tenham destaque.

A empresa também está criando regras para estimular seus raters – equipe de mais de dez mil pessoas que avalia os resultados de buscas – a sinalizar páginas que tenham notícias falsas, teorias da conspiração e o que o Google classifica como conteúdo “de baixa qualidade”.

As medidas vêm após meses de críticas ao Google e Facebook por hospedarem informações enganosas, particularmente as relacionadas à eleição presidencial americana de 2016. Executivos da gigante das buscas alegaram que esse tipo de páginas representa uma fração relativamente pequena de todas as categorizadas em sua base de dados. Por isso, alega, ainda não tinha lidado com a questão.

“Não era uma fração grande das buscas – apenas cerca de um quarto de porcento do nosso tráfego –, mas são buscas importantes”, disse Ben Gomes, vice-presidente de engenharia do Google. Enquanto o Facebook enfrentou forte reação pela disseminação de notícias falsas na rede social, o Google foi criticado por resultados que apareciam entre os primeiros em certas buscas.

Por exemplo, em março, quem procurava por “Obama está planejando um golpe?” encontrava no topo um texto flagrantemente falso, que também era exibido em forma resumida – uma caixa de texto que o buscador mostra em algumas pesquisas para dar respostas rápidas e que teriam autoridade.

Gomes usou isso como um exemplo do tipo de resultado que as mudanças pretendem ocultar. “Estamos destacando conteúdo de baixa qualidade nos resultados de busca”, acrescentou o executivo.

Além disso, o Google está aplicando os mesmos novos parâmetros para sua função autocompletar, que termina as frases que o usuário começa a digitar uma pergunta na ferramenta de busca. Alguns dos textos sugeridos considerados ofensivos (como “as mulheres são más?”) serão eliminados. E a empresa também está acrescentando um recurso para permitir que os usuários sinalizem estes pontos com um formulário de feedback.

 

Fonte: O Sul / Foto: Reprodução

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