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‘Homem-Aranha no Aranhaverso’ é ousado, alegre e divertido

‘Homem-Aranha no Aranhaverso’ é ousado, alegre e divertido

Estreia nesta quinta-feira, 10, mais um filme de super-heróis para embalar a reta final das férias escolares. Homem-Aranha no Aranhaverso é o sexto longa-metragem solo do personagem, mas traz uma proposta bem diferente do que o público está acostumado Baseado em um dos personagens que começou esta tendência, nos idos de 2002, a animação já se destaca em seu próprio segmento, por usar uma técnica nova e fresca, fugindo do tradicional 3D realista, visto nos últimos anos, abraçando um visual mais cartunesco, com cara, jeito e estética de história em quadrinhos. Essa sensação é ainda maior por conta da utilização de textos na tela para expressar sentimentos e pensamentos, como nas revistinhas.

Um dos fatores principais para tamanho acerto é com este longa é um roteiro muito bem escrito e muito bem amarrado. Ao utilizar diversas versões do personagem central, poderia haver algum tipo de confusão, já que as possibilidades da audiência não entender um mínimo pedaço é grande, mas a história flui tão naturalmente que desde crianças até adultos conseguem compreendê-la e perceber os valores que estão sendo transmitido, de forma sutil, na extensão do filme.

Miles Morales mergulha na cidade de Nova York
Miles Morales mergulha na cidade de Nova York

Apesar de vermos diversos ‘Homens-Aranhas’ ao longo da trama, é Miles Morales o grande foco de tudo. O jovem, filho único de uma família modesta composta por mãe latina e pai negro, não nega suas origens — muito pelo contrário, a sua insegurança está no que não conhece. Retratando uma nova geração, mais conectada, o personagem consegue conversar com o público da sua idade, mas seus dilemas e problemas são tão universais que a empatia é imediata em toda a audiência.

O filme tem excelentes cenas de ação, com lutas muito bem coreografadas e ideias engenhosas para mostrar estes combates, porém o grande brilho não está em um empolgante confronto entre mocinho e vilão, mas sim em como este mocinho chegou onde está e como, apesar de tudo, é ele quem está ali. Neste ponto, até os vilões tem suas motivações relacionadas a fatores mais íntimos — não há uma megalomania em tentar conquistar a galáxia — e, por conta disso, mais relacionáveis à nossa realidade.

Cena de "Homem-Aranha: No Aranhaverso"
Cena de “Homem-Aranha: No Aranhaverso”

Nos quesitos técnicos o longa é um deleite. A fotografia nos brinda com cenas maravilhosas, a direção é ágil e inteligente para conseguir entregar tudo o que o roteiro deseja, além de incrementar elementos visuais marcantes, que dão um charme e uma personalidade propria ao filme. Falando em personalidade, a trilha sonora é brilhante para guiar o público, ao utilizar faixas somente com percussão nas cenas de Morales, enquanto dá ao Homem-Aranha os grandes acordes das orquestras e instrumentos de cordas, gerando maior sensação de recompensa nas cenas de ação.

No fim, o filme poderia ter quantos ‘homens-aranhas’ ele quisesse, porque o mais importante está no lugar certo — seu coração, sua alma, sua vibe —  e, afinal, o uniforme “sempre serve. Eventualmente”. Sem possibilidade de trocas.

Ficha técnica:

Ano: 2018
Classificação: 12 anos
Duração: 1h56 min
Direção: Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman
Roteiro: Phil Lord e Rodney Rothman
Elenco: Shameik Moore, Jake Johnson, Hailee Steinfeld, Mahershala Ali, Brian Tyree Henry, Nicolas Cage
Produtores: Avi Arad, Amy Pascal, Phil Lord, Christopher Miller e Christina Steinberg
Música: Daniel Pemberton

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