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Onyx diz que processará grupo RBS em busca de ‘ressarcimento de imagem’

Onyx diz que processará grupo RBS em busca de ‘ressarcimento de imagem’

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou, em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, que processará o grupo RBS, que controla e edita o jornal Zero Hora, por conta de publicação que o acusa de usar notas de empresa de amigo para recebimento de verba de gabinete.

“Essa matéria do Zero Hora é uma não matéria, porque todos os dados estão publicados no site da Câmara. A empresa que me assessorou durante todos esses anos existe, não estamos falando de empresa fantasma (…) Se essa empresa tem pendências, isso não diz respeito a mim. A única ação que se buscou com isso [a matéria] é desgastar minha imagem”, criticou o ministro.

Onyx Lorenzoni ressaltou ainda que nunca processou uma empresa de comunicação, mas que desta vez já autorizou sua defesa a entrar com uma ação na Justiça do Rio Grande do Sul.

“Tenho 24 anos [de vida parlamentar] sem um arranhão, sem um processo. Nunca processei uma empresa de comunicação, mas vou processar a RBS, porque é uma barbaridade o que fizeram. Vou entrar com ação buscando o ressarcimento da minha imagem. Eu vivo de imagem”, disse.

A matéria da Gaúcha Zero Hora

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), usou 80 notas fiscais de uma empresa de consultoria pertencente a um amigo de longa data para receber RS 317 mil em verbas de gabinete da Câmara dos Deputados entre os anos de 2009 e 2018. As informações foram reveladas pelo jornal “Zero Hora” na manhã desta terça-feira (08). Entre as 80 notas, 29 foram emitidas em sequência, o que indica que Lorenzoni teria sido o único cliente da firma.

A empresa chamada Office RS Consultoria Sociedade Simples pertence a Cesar Augusto Ferrão Marques, técnico em contabilidade filiado ao DEM, o partido de Lorenzoni. Marques também trabalhou em campanhas políticas do parlamentar. O jornal gaúcho informa, ainda, que Marques não tem registro no Conselho Regional de Contabilidade. Ele é o responsável pela contabilidade do DEM no Rio Grande do Sul – e também trabalhou em campanhas políticas do parlamentar.

A empresa está inapta na Receita Federal por omissão de valores ao fisco e tem R$ 117 mil em dívidas tributárias. Entre janeiro de 2013 e agosto de 2018, não recolheu impostos, apesar de ter emitido 41 notas a Onyx Lorenzoni.

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