HOME > AGRONOTÍCIAS > Por que o Estado não cogita suspender o 2,4-D
Por que o Estado não cogita suspender o 2,4-D

Por que o Estado não cogita suspender o 2,4-D

Para bom entendedor, meia palavra basta. Ao avaliar os cem os dias de governo, Eduardo Leite deixou claro que o Estado não trabalha, neste momento, com a perspectiva de suspensão do herbicida 2,4-D. A palavra conciliação, reforçou o governador, é a diretriz máxima entre os integrantes do Piratini que buscam solução para o problema causado pela deriva do produto. 

– Montamos o grupo de trabalho e estamos articulando soluções que passam pela regulamentação da aplicação, viabilizando ações educativas e punições, no caso da má aplicação – disse Leite.

Ao abrir a possibilidade de sanções a quem fizer má aplicação do produto, o Piratini dá o recado de que não serão mais toleradas posturas displicentes em relação ao uso do herbicida. Até porque os laudos da Secretaria da Agricultura estão aí para provar que o problema é real – foram 69 amostras com resíduo de 2,4-D de um universo de 81 analisadas em 23 municípios. Levantamentos de entidades mostram perdas milionárias acumuladas na uva, na maçã e na azeitona. A dimensão alcançada pela deriva é tamanha que há risco à diversificação de culturas, o que parece estar bastante claro. 

Da mesma forma, é preciso levar em conta o peso da produção de soja e do que ela representa para a economia do Estado. De acordo com  levantamento da Emater, na atual safra, a produção de verão deverá gerar, apenas em faturamento bruto, R$ 31,29 bilhões para o Rio Grande do Sul – R$ 21,81 bilhões virão somente da oleaginosa.

– Entendemos que concorremos com Estados e países que usam esse produto. Sem ele, perderíamos em produtividade – ponderou Leite.

O pacote de medidas – que não a suspensão – pensadas para atacar o problema foi apresentado nessa terça-feira (9) ao promotor Alexandre Saltz, do Ministério Público. Para que sejam eficazes, exigirão esforço de Estado na sua aplicação. E também agilidade, já que a janela até o plantio da próxima safra é curta. 

A alternativa de solicitar a suspensão do uso, como querem os produtores das culturas afetadas pela deriva do 2,4-D, ficaria nas mãos do Ministério Público.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Ir para o topo da página
Pular para a barra de ferramentas