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Quase 4 milhões de autônomos no Brasil usam apps como principal fonte de renda

Quase 4 milhões de autônomos no Brasil usam apps como principal fonte de renda

Com a economia enfraquecida, os aplicativos de transporte e de entrega se tornaram uma das mais atraentes opções para os autônomos brasileiros. São quase 4 milhões de trabalhadores usando os aplicativos como principal fonte de renda. É o que mostra uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) feita em abril.

Da parcela de 23,8% que compõem o grupo de trabalhadores autônomos brasileiros, 17% escolhem os aplicativos pela facilidade em se tornar um motorista ou entregador e pela flexibilidade do horário de trabalho.

Só no Brasil, são mais de 600 mil motoristas cadastrados na plataforma da Uber, por exemplo. Já no aplicativo de delivery iFood, eram cerca de 120 mil entregadores trabalhando em 2018. Mesmo com a forte concorrência, não param de surgir novas opções para o consumidor, incluindo serviços de nicho como DogHero e PetAnjo – nestes, os colaboradores se oferecem para cuidar de bichos de estimação.

3,8 milhões de autônomos brasileiros encontraram em apps principal fonte de renda, segundo IBGE

Em outras plataformas, os cadastrados podem trocar um produto ou serviço por dinheiro. O Spinlister é um exemplo: no site, usuários alugam equipamentos como bicicletas ou mesmo pranchas de surf. Para montadores de móveis, pintores, técnicos de informática e outros, as plataformas GetNinjas ou Triider permitem o anúncio de serviços.

“Eu passei 3 anos enviando currículo sem nenhum resultado, então decidi me inscrever para trabalhar com entregas, uma atividade que vinha crescendo muito”, contou o entregador Joney dos Santos em uma entrevista para a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). “Isto tem ajudado muita gente que está nessa mesma situação”, disse.

Futuro do trabalho

A ABDI também conversou com um dos criadores da 99, Renato Freitas, sobre o futuro do trabalho. Ele diz que a inovação impacta nas profissões. “Quando introduziram telefone, internet, as coisas mudaram. Muda para advogados, para o próprio governo, para a arte. Não acho que é uma coisa nova, mas acho que a tecnologia sempre mudou o trabalho e mudou para melhor”, afirmou Freitas.

Um estudo realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) mostra que o avanço da indústria 4.0 deve criar 30 novas profissões em 8 diferentes áreas, nos próximos anos. Entre os segmentos beneficiados com novas profissões estão o automotivo, alimentos, máquinas e construção civil, mas estimativas indicam que outras 375 milhões de pessoas precisarão mudar de emprego devido à automação.

“O cenário atual da digitalização em diversas profissões e as projeções de como as relações de trabalho devem se transformar estão entrelaçadas com as novas demandas e tecnologias”, comentou Rodrigo Rodrigues, coordenador de economia digital da ABDI. Recentemente, relatório da empresa D2L alertou que sem uma adaptação do setor educacional às mudanças do mercado de trabalho, “haverá pessoas, comunidades e economias inteiras que serão marginalizadas”.

Agora, se você ficou curioso para saber se a automação vai obrigá-lo a mudar de emprego, é possível calcular as chances de um robô ocupar seu cargo no site Will Robots Take My Job.

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