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Saiba quais são os motivos do dólar subir tanto

Saiba quais são os motivos do dólar subir tanto

Após romper a barreira dos R$ 4 no último mês, o dólar está perto de bater nova máxima histórica. Mas o que tem feito a moeda flutuar tanto, afetando o humor dos investidores e fazendo o real perder valor? Nesta terça-feira (11), a moeda subiu 1,47%, a R$ 4,1539, renovando o maior valor do ano.

Veja mais abaixo 6 pontos para entender por que o dólar subiu tanto:

1) Indefinição eleitoral gera corrida por dólares

Os investidores estão mais inseguros com o futuro do País, diante da incerteza sobre quem vencerá a disputa presidencial. Na avaliação desses investidores, os candidatos que lideram as pesquisas de intenção de voto são menos comprometidos com determinados modelos de reformas econômicas.

Tais reformas, como a da Previdência, e a forma como elas serão feitas, são vistos pelo mercado como algo necessário para equilibrar as contas do governo, que têm fechado no vermelho nos últimos anos. O mercado vê com mais tranquilidade candidatos que seriam mais favoráveis aos modelos de reformas que acredita ser necessária. Candidatos alinhados à esquerda e os considerados ‘incógnita’ são vistos de forma mais reticente.

2) Guerra comercial afeta os emergentes

Com a ascensão do protecionismo, China e EUA estão travando desde março uma disputa comercial que já ameaça reduzir o ritmo da economia mundial. Os dois países têm aplicado uma série de sobretaxas sobre os produtos importados, em resposta a tarifas impostas anteriormente.

“A guerra comercial tende a continuar se agravando porque os EUA não vão recuar”, avalia o economista-chefe da corretora Spinelli, André Perfeito.

De um lado, China e EUA estão envolvidos em uma ampla disputa sobre propriedade intelectual que acabou por atingir produtos comercializados entre os dois países. De outro, as sobretaxas sobre o aço e o alumínio, impostas para “proteger a indústria norte-americana”, acertaram em cheio setores estratégicos de grandes economias, especialmente Japão, Europa e o Nafta.

3) Alta do juros nos EUA fortalece o dólar

As taxas de juros dos Estados Unidos estão subindo gradualmente e isso faz com que os investidores retirem seus recursos de países emergentes e os enviem para a economia norte-americana.

Na prática, os títulos do tesouro norte-americano são considerados os ativos mais seguros e atrativos do mundo, mesmo pagando juros bem mais baixos que em outros países. Quando rendem mais, uma grande parte dos recursos alocados em outros mercados migra para estes papéis.

Este mecanismo cria um círculo vicioso: a moeda local perde valor para o dólar, o custo das importações aumenta de maneira automática e, com este, a inflação, animando os investidores estrangeiros a recuperar o que foi investido.

4) Crise das moedas emergentes afeta o Brasil

A forte desvalorização das moedas de países enfraquecidos por uma combinação de crises econômicas, alta dos juros nos EUA e a tensão comercial, em especial a lira turca e o peso argentino, acaba contaminando mesmo de que forma indireta outros mercados emergentes, inclusive o Brasil.

A lira turca despencou na primeira quinzena de agosto em grande parte devido às preocupações com a influência do presidente Tayyip Erdogan sobre a economia, suas repetidas solicitações por taxas de juros mais baixas e a piora da relação com os Estados Unidos.

A forte desvalorização da moeda da Turquia provocou turbulência nos mercados e um efeito dominó em outros países emergentes como o Brasil, sobretudo nas economias muito dependentes de capitais estrangeiros.

5) Fraqueza da economia contamina os mercados

Os dados sobre a atividade econômica também impactam o humor dos investidores e têm influência direta sobre o movimento dos mercados. Com a lenta recuperação do país, que tem crescido menos que no ano passado até o momento, o mercado reage com pessimismo e aumenta a procura por dólares.

Após economistas e entidades piorarem suas projeções para o PIB do Brasil, a economia brasileira apresentou um crescimento de 0,2% no 2º trimestre de 2018, na comparação com os três meses anteriores, divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

6) Investidores aproveitam incerteza para especular

O forte oscilação do câmbio também acaba favorece um movimento especulativo no mercado de dólar. Segundo analistas, operadores elevaram suas posições de compra ou de venda no mercado futuro, de forma a tentar se proteger ou direcionar a cotação da moeda. Nesse caso, não ocorre a compra ou venda de moeda propriamente dita, mas de contratos que garantem a compra ou a venda de dólares no futuro, por um preço fixado anteriormente. Trata-se, em geral, de uma aposta com a cotação da moeda.

“Tem bastante especulação”, diz o professor Alexandre Cabral, da FIA. “Com essa bagunça eleitoral, em paralelo nosso risco lá fora está subindo. E pensam: ‘poxa, com Brasil arriscado e eleição louca, vamos especular no dólar’.”

Fonte: O Sul / Foto: Internet

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