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SC pode restringir uso de agrotóxico para soja e milho

SC pode restringir uso de agrotóxico para soja e milho

Santa Catarina pode ser o primeiro Estado do Brasil a restringir o uso do Fipronil que é proibido em alguns lugares do mundo. A medida se deve a um relatório que comprovou que o uso de agrotóxicos em lavouras de milho e soja causou a morte de 20 milhões de abelhas no Planalto Norte, no início desse ano. O levantamento é da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). 

Os técnicos visitaram propriedades, conversaram com agricultores e requisitaram receituários de aplicação de defensivos. Foram confirmados o uso do fungicida trifloxistrobina e dos inseticidas triflumuron e fipronil, três substâncias encontradas nas abelhas mortas em testes de laboratório. O laudo não responsabiliza nenhuma das propriedades em especial. Considera que a contaminação das abelhas ocorreu de forma acidental.  Uma das hipóteses é que a aplicação tenha ocorrido no período de floração, quando ela não é recomendada.

A proposta de regulamentação deve ser entregue ao Governo do Estado até o fim deste mês. Se concordar, a Secretaria de Agricultura e Pesca pode implantar as medidas por meio de portaria. A ideia é que seja permitido o uso apenas na semente, quando não oferece risco às abelhas. 

Embora já se soubesse que a causa da perda das colmeias eram as três era necessária a pesquisa de campo para confirmar se o foco foi mesmo a agricultura. Isso porque o produto é usado em diversas situações, inclusive para o controle de pulgas em animais domésticos. 

A Cidasc continua os levantamentos no Norte do Estado com relação às abelhas. A próxima visita técnica será no dia 22 deste mês, na companhia de especialistas. Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) têm prestado apoio ao Estado na busca de solução para a convivência das abelhas com a atividade agrícola. 

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