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Selton Mello e Wagner Moura têm seu primeiro encontro nas telas no filme “Trash”

Selton Mello e Wagner Moura têm seu primeiro encontro nas telas no filme “Trash”

Há muitas formas de se enxergar o encontro inédito que poderá ser visto, a partir desta quinta-feira, nos cinemas brasileiros. O Capitão Nascimento com o Palhaço Pangaré? O salva-vidas Donato com o atormentado Lourenço? O cientista Zero com o imigrante Jean Charles? O malandro Naldinho com o medroso Chicó? Ou o presidiário Zico com o traficante Johnny?

Em todos os pontos de vista, independentemente do personagem que mais marcou os fãs, o baiano Wagner Moura e o mineiro Selton Mello são dois dos atores mais celebrados do cinema brasileiro contemporâneo. Juntos, eles acumulam quase 70 prêmios, mas nunca haviam contracenado juntos até receberem um convite do inglês Stephen Daldry para integrar o elenco de “Trash — A esperança vem do lixo”. O filme é uma megaprodução internacional, toda rodada no Rio, que estreia nesta quinta no Brasil e que marca o primeiro encontro entre Wagner e Selton, logo como antagonistas e com direito a uma cena de tortura.

Para o público brasileiro que assistir a “Trash”, Wagner e Selton servirão como elos entre a visão de um inglês sobre a realidade do país. Com roteiro de Richard Curtis (de “Quatro casamentos e um funeral” e “Um lugar chamado Notting Hill”), o filme é focado nos desejos e na esperança de três meninos pobres, mas passa por temas como miséria, corrupção e truculência policial. É o tipo de produção que certamente vai gerar uma pergunta: o que diabos estrangeiros sabem para tratar dos problemas brasileiros?

De certa forma, o próprio Wagner participa hoje de uma produção que leva um olhar estrangeiro para outro país. Ele fez uma pausa de três dias para vir ao Festival do Rio, mas tem passado quase todo o seu tempo na Colômbia, onde grava, sob direção de José Padilha, a série “Narcos”. Trata-se de uma produção exclusiva da Netflix, com estreia prevista para o ano que vem, sobre o cartel do colombiano Pablo Escobar, personagem de Wagner.

Já Selton tem se dedicado à pré-produção de “O filme da minha vida”, seu próximo longa como ator e diretor. A obra é baseada no livro chileno “Um pai de cinema”, de Antonio Skármeta, o mesmo autor de “O carteiro e o poeta”, e será rodada no primeiro semestre de 2015. Depois, ele irá atuar em “Zama”, o novo filme da argentina Lucrecia Martel.

Selton e Wagner são, certamente, bons exemplos de atores que dialogam bem entre o cinema comercial e o cinema de arte. No currículo do primeiro estão obras como “O auto da compadecida” (2000), “Lavoura Arcaica” (2001) e “Meu nome não é Johnny” (2008). No do segundo aparecem “Cidade Baixa” (2005), “Tropa de elite” (2007) e “Elysium” (2013).

Antes de “Trash”, o único trabalho em que os nomes dos dois surgiram nos créditos foi no filme “Nina” (2004), de Heitor Dhalia, em que tiveram papéis mínimos e não contracenaram. Agora, para o futuro, quem sabe?, isso pode mudar.

Fonte: O Globo

Selton Mello (à direita) conta que convidara Wagner Moura para ser o protagonista de ‘O palhaço’ antes de ele próprio assumir o papel. Foto: Divulgação/Fabio Seixo

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