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Sri Lanka identifica oito dos autores de explosões em ataques a hotéis e igrejas católicas

Sri Lanka identifica oito dos autores de explosões em ataques a hotéis e igrejas católicas

Oito dos autores das explosões em hotéis e igrejas católicas do último domingo (21) foram identificados por autoridades do Sri Lanka e dois deles eram filhos de um rico empresário do país, segundo o jornal “Financial Times”.

Dois homens que detonaram explosivos no hotel Shangri-La eram filhos de Mohammed Ibrahim, um comerciante de especiarias da capital Colombo. Ibrahim foi uma das dezenas de pessoas detidas horas depois dos ataques.

A agência Associated Press diz ainda que autoridades britânicas confirmaram que outro dos homens-bomba, Abdul Lathief Jameel Mohamed, estudou no Reino Unido entre 2006 e 2007. O “Financial Times” diz que Mohamed também cursou pós-graduação em Direito na Austrália.

Outros nomes não foram divulgados, mas sabe-se que outra explosão, que matou policiais, aconteceu em uma casa cujo dono é Mohammed Ibrahim, e foi provocada por uma mulher que detonou seu colete explosivo. Ela estava acompanhada por seus dois filhos, que também morreram.

“As investigações preliminares revelaram que o que ocorreu no Sri Lanka foi em represália aos ataques contra os muçulmanos de Christchurch”, afirmou o ministro da Defesa do Sri Lanka, Ruwan Wijewardene. Porém, Wijewardene não deu mais detalhes.

Em 15 de março, um homem fortemente armado invadiu duas mesquitas na Nova Zelândia, deixando 50 mortos.

Classes média e alta

Wijewardene afirmou que os responsáveis pelos ataques eram pessoas de classes média e alta, ligadas a um grupo dissidente do National Thowheeth Jama’ath (NTJ).

Anteriormente, o ministro da Defesa já tinha afirmado que investigações indicavam que o NTJ tem vínculos com o relativamente desconhecido movimento islâmico radical na Índia, o JMI (Jamaat-ul-Mujahideen India).

O Estado Islâmico, embora tenha reivindicado a autoria da ação, não apresentou provas de que os terroristas mantinham algum vínculo direto com o grupo radical. Por isso, a declaração deve ser vista com cautela.

Na quarta-feira, o número de mortos nos ataques subiu para 359. Ainda há mais de 500 feridos.

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