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Três médicos de Santiago são indiciados por homicídio culposo

Três médicos de Santiago são indiciados por homicídio culposo

Foto: Airto dos Santos morreu em 2012

A Polícia Civil indiciou três médicos santiaguenses por homicídio culposo (sem intenção de matar) com agravamento de pena por omissão em atendimento médico. A investigação começou em setembro de 2012 e foi concluída nesta terça-feira, 11, pelo delegado Vladimir Haag Medeiros, titular da Delegacia de Polícia de Santiago. O resultado foi divulgado hoje pela manhã ao vivo na Verdes Pampas FM.

O caso
Airto dos Santos, 53 anos, foi atropelado por uma vaca na localidade de Taquarembó em 14 de agosto de 2012. Com lesões na cabeça, a vítima foi atendida duas vezes no Pronto Socorro Municipal e foi liberado após passar por exames de raio-x e receber medicamentos para a dor. Ao procurar novamente atendimento, quatro dias depois, Airto foi internado na UTI do Hospital de Caridade onde faleceu no domingo, 2 de setembro. De acordo com Medeiros, os três profissionais indiciados atenderam a vítima no Pronto Socorro em duas oportunidades e um deles teria se desentendido com a família do paciente, que registrou ocorrência por negligência.

Diante do depoimento dos envolvidos e dos documentos do prontuário do paciente cedidos pelo Hospital, o delegado pediu análise técnica do caso ao Departamento Médico Legal do Instituto Geral de Perícias, em Porto Alegre. O relatório do IGP aponta que houve omissão dos médicos pelo não cumprimento das regras técnicas da profissão e pela não realização de exame de tomografia, indispensável para apurar danos ao paciente.

A vítima faleceu doze dias após internação na CTI do Hospital por Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI). A internação ocorreu somente na terceira procura por atendimento, quando os procedimentos médicos foram cumpridos corretamente. O nome dos médicos envolvidos não foi divulgado pela Polícia Civil. O inquérito será remetido ao Fórum de Santiago nas próximas horas.

Ouça a entrevista com o delegado Vladimir Haag Medeiros:
Por Rafael Nemitz

2 comentários

  1. Peraí…. O Paciente teve um trauma e morreu 12 dias depois de AVC isquêmico? Uma coisa não tem nada a ver com a outra…. É como se um paciente saísse do consultório médico e na semana seguinte levasse um tiro e morresse e a família culpasse o médico…. Se a história de Rafael Nemitz estiver correta a família está agindo de má fé… Querendo ganhar dinheiro com a tragédia do familiar…. Triste isso hein

    • Bom dia Cristiano.

      Essa não é uma história criada por Rafael Nemitz, o papel dele foi trazer ao conhecimento do público, como representante da imprensa, a conclusão de uma investigação policial. O inquérito, coordenado pelo Delegado Vladimir Haag Medeiros, tem cerca de 500 páginas e nele consta toda a documentação referente aos atendimentos prestados ao paciente, depoimentos de testemunhas e cópia da sindicância interna feita pela direção do hospital, além de laudos periciais do Departamento Médico-Legal do Instituto Geral de Perícias que concluiu ter havido omissão nos atendimentos médicos, em razão da liberação do paciente ainda com sintomas e sem a realização de exames adequados.

      Agradecemos pelo seu comentário e ressaltamos que nosso papel enquanto imprensa não é chegar a conclusões, este papel é da justiça. O nosso dever é apenas informar.

      Atenciosamente

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